segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sensibilidade Anarquista



Os traços refinados quase sempre involuntários, com rara exceção dava intenção aristocrática a seus atos . A mente sempre deslocada do seu tempo. A inconformidade a força motriz a lhe lançar sempre a frente. Por traz daquele perfil cordato, existia mais uma alma inquieta, daquelas que querem sorver do mundo tudo o que for possível num só gole.  Julga-se  incompreendida, mas este é um segredo que não faz a mínima diferença para uma alma absolutamente espontânea. De coração livre ,não tinha fronteiras , não tinha amarras, não era fiel, era leal . Seus sonhos, suas metas seguiam o ritmo cadenciado de suas vontades. Sua bússola seu coração , sua rota um porto nada seguro. A vida era assim, emanada por seus poros, fluente como o rio de suas idéias e emoções  . A vida  não lhe bastava, a vida não se explicava , era preciso a arte para rigorosamente dar sentido a todo o  caos que habitava seu peito e que diplomaticamente chamava de sensibilidade.

Para sempre Forrest


sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal real ou Natal virtual?

Entre o gesto e a diferença basta uma atitude


Se fosse para utilizar uma linguagem dos profissionais  da informática, diria que Natal é tempo de nos reprogramarmos. De deletarmos do nosso HD todos os vírus ruins que de alguma forma nos impede de ver o outro , não virtualmente mas , humanamente.

Por traz de tantos dados lógicos, e dicotômicos que nos apontam quem é bom e quem é mau, é preferível que sejamos pelo menos neste período do ano um pouco ilógicos e possamos perceber que muito distantes de máquinas, somos humanos com erros e acertos, e ao contrario de computadores que programados para acertar, acertamos mais quando reconhecemos eternos aprendizes.

E preciso que em cada um de nós , a nossa memória seja menos tecnológica e mais sensorial, emocional e humanista pelo menos nesta época do ano. Que a nossa rede social seja de amigos, mas amigos que são verdadeiramente presentes, que preguem bons recados , que valorize a vitoria de cada um, e não corrompa arquivos memoráveis por atitudes não construtivas.

Bem , este é um natal virtual que só depende de você fazê-lo real.

E se por ventura acharmos que tudo isso não valha mais a pena, por não sermos tão perfeitamente ‘programáveis’, é bom saber que a nossa consciência não é como um chip em que possamos apagar tudo da memória, pois onde quer que vamos , levamos sempre um pouco de uma estrela que insiste em brilhar na tela do nosso coração , e este brilho tem força e verdade , indo muito mais além do peso da tecla delete.



Feliz Natal a todos. Saúde e Paz.

Para sempre Forrest

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A pérola nos olhos do tempo

A jovem de olhos de pérola, não espera o tempo. A cadencia do Deus Cronos é puro descompasso quando o assunto é viver. Uma sede de sorver a vida num só gole, regurgitando logo em seguida histórias inesquecíveis cuja a fronteira entre a realidade e a fantasia simplesmente não existe.
 
A menina de olhos de pérola traz em sua retina o roteiro ideal para o desconhecido, pois viver para ela não é para os fracos.

Na bagagem , sagacidade, destemor e vontade de descobrir, já que a muito buscava desbravar outros mundos que não o seu interior.

Precisa sempre de chão firme para ganhar impulso e bater asas, contempla o espaço como sua gaiola infinita não restrita a sonhos nem anseios particulares.

A jovem de olhos de pérola , se arrisca sem pestanejar , pois assim como, Cronos devora ao seus, ela assim o faz com o tempo, consumindo cada milésimo de segundo por cada poro que se abre em seu corpo. Afinal o tempo não se mata , nem se perde ,

Para a garota de olhos de pérola a única previsão é deixar o tempo fluir .





Para sempre Forrest



Por que a felicidade infinita dura o tempo de uma ilusão

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Manaus: 100 cortes

















Na vida muitas vezes mal nos apercebemos de quantos  pedaços vamos deixando pelo caminho diante de cada opção que tomamos. Muitas vezes a fragmentação se faz necessária, diante de partes que já não traduzem mais  quem nós somos.  Muitas destas  partes  se perdem pelo absoluto ato de substituição, ou por um reencontro diante de algo valioso que foi deixado em algum momento , em alguma época.
A estranha opção por uma viagem de última hora para Manaus não me parecia algo muito certo, mas para quem já estava acostumado a cabeçadas  pra lá de desastrosas, esta seria apenas mais uma tentativa.
Incrível como a desculpa de um Curso de Teoria e Crítica Cinematográfica se fez forte o suficiente para que por alguma razão decidisse partir  de Campina Grande na Paraíba para o lado Norte do país. De quebra sozinho  para caso de arrependimento não tivesse ninguém para apontar.
Estar sozinho foi a senha para que no meio de uma  cidade estranha, de gente aparentement e estranha , pudesse lustrar a alma e o ego me enxergando no meio da multidão. Sozinho na selva pude perceber muito além da dinâmica e agitada percepção de um cara com tantas meias verdades, o quanto distante estava de casa e de mim mesmo.
Bastou a educação e a simpatia dos nativos de sonhos comuns, para me sentir reconfortado ao encontrar naquele curso de cinema, um ribamildo que tanto subestimei. Estar ali assumidamente amando cada aula, entregue a cada novo detalhe , era construir conjuntamente com  cada novo amigo um eu renovado vibrante por estar ali na sua tribo, tendo como cacique o nosso Pablo Villaça.
Turma de alma, cativante e interativa  a harmonia era presente pelo sinais dissonantes que cada uma das personalidades ali presentes se mostrava, jazz puro.
A todos presentes as exéquias de um velho gordo, deixo enterrado em Manaus uma parte minha que já era um fardo e que lá descansa, renasce alguém que não mais sozinho declara seu respeito e amor a sétima arte, tomando de volta as rédeas da vida dando  a ela uma interpretação segura  e agora destinada a uma boa trama.
O cinema sempre foi parte de minha vida, e durante alguns capítulos deste curso  pude ver  o quanto  foi necessário partir para  morrer e renascer , mas acima de tudo ver brotar em outros corações o sonho comum de quem percebe no brilho da grande tela a razão não lógica de estarmos unidos por uma boa historia.

Aos meu novos amigos o melhor que divido com vocês é o sentimento de paz e tranquilidade por estar novamente quite comigo e com meus sonhos, afinal o que é a vida se não um grande plano seqüência, até  quando DEUS grita  CORTA!!!  (PABLO VILLAÇA)

terça-feira, 4 de maio de 2010

UM ENSAIO CLICHÊ SOBRE SENSIBILIDADE...







A princesa de traços de linho já não incomodava mais o velho ogro. Com perguntas sempre subjetivas , a jovem de cor de pérola trazia uma pureza , há muito perdida , a cada visita sua presença se tornava mais interessante. Não, não havia malicia por parte do seu interlocutor , apenas o desejo mais puro e sincero de que a cada novo encontro a ruptura com o mundo concreto frio e objetivo se fizesse, algo sempre iniciado com as observações mais subjetivas da pequena pétala de gente.

Em comum entre as duas estranhas figuras, o desejo de simplesmente não estar mais ali, uma terra de limites , fronteiras e quase nenhum horizonte.

Naquela tarde , nada seria como antes, instantes mesmo de confirmar a sua presença diante dos olhos do simpático ermitão, a intrépida jovem de chofre lança a seguinte pergunta : o que é sensibilidade.

Mesmo antes de cruzarem os olhos, o grave tom de voz tão peculiar em momentos onde o crepúsculo se fazia ainda mais belo, naquele recorte de tempo, não pode escamotear a surpresa e tão pouco deixar se levar pela força daquela indagação.

A resposta surgiu num leve tom de amargura, “Como perguntas algo que é tão rico em você, e tão objetivo em mim. Sensibilidade e o que se vê e o que se sente, e nunca uma frase pronta”.

Traduzir o que seria aquele sentimento era um desafio inglório diante das suas experiências vividas. Uma ação tão desleal para si como para as palavras que pudessem se aproximar do que seria em verdade ‘a sensibilidade’. Por outro lado sentia-se motivado, mergulhar no escuro era sempre estimulante quando a intenção era buscar um sorriso sempre marcante que surgia daquele singelo rosto. Eram raras as vezes, mas o sabor de vitoria era indescritível toda vez que a jovem garota estimulava-se a sorrir.

Quase que imediatamente , sem deixar tempo para maiores reflexões continuou , “ A sensibilidade é a nossa maior bússola , um sentimento que de alguma forma está presente em cada uma das nossas escolhas, e cada jeito que observamos o mundo, e que acaba nos ajudando a definir um pouco do que somos hoje.Pelo que vejo, mesmo sem saber definir ela se mostra abundante em você”.

Sem tempo para elogios, a ebulição típica dos jovens se materializou numa segunda pergunta , “ E para você o que é a sensibilidade?”, retrucou quase de imediato. Um silêncio incomodo e absolutamente constrangedor amedrontou aquelas almas por longos e intermináveis segundos. “ Para mim a sensibilidade é uma estranha inquilina, que nem sei se mora mais aqui, de tão silenciosa que é”. Ousou uma atitude absolutamente descabida para evitar novos questionamentos. Estendeu-lhe a mãos e convidou-a para um dança imaginária. No que foi prontamente aceito, a garota entendia que ali nunca foi lugar para lógicas ou razões. Ouviu o solfejar de uma canção que não lhe era estranha, lhe soava agradável, uma lembrança atávica de quando sua mãe a embalava para dormir , “Tanto tiempo disfrutamos este amor / Nuestras almas se acercaron tanto asi/Que yo guardo tu/ sabor/Pero tu llevas tambien sabor a mi”...

Não quis comentar mas de canto de olho sem deixar perder o compasso, acompanhou uma furtiva lágrima que discretamente corria na face do amigo que agora se mostrava um exímio e sensível dançarino.

A dança em algum momento se tornou silenciosa como se seu partner estivesse no piloto automático, e a sua mente afogada em lembranças. A parada brusca e intencional da jovem princesa, já indicava o ponto final naquela estranha coreografia. “Tenho que ir” , desperta ela o seu cavalheiro com uma frase tão seca quanto direta.

Já era noite e uma despedida acontecia diante de uma noite enluarada, um abraço e um beijo na testa. ‘Ate breve’, disse. O ogro dormiria em paz , como há muito não o fazia. A visita daquele presente em forma de gente, trouxe a reboque uma leveza de sensações que guardaria por muito tempo na memória. Sabia ele , a sensibilidade em pessoa o teria visitado aquela noite. Antes de cair em seu merecido sono, pode ouvir a própria voz falar uma frase sem muito sentido, “ Falsos milagres do amor...” sorriu e dormiu, entender aquilo tudo já não fazia mais sentido...



Para sempre Forres Riba

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DO YOU REMEMBER?


Eu acredito em lembranças. Dessas que tiram de órbita a minha alma, geralmente tão centrada em ações comezinhas.


É necessário acreditar em lembranças, pois certamente só elas restarão como referência do valor que um dia tivemos ou significamos para alguém.


É primordial investir em boas lembranças, pois o tempo jamais amarela aquelas que forem realmente vividas, e serão revividas toda vez que alguma peça do infinito quebra cabeças ; uma cor, um cheiro, um gosto, um toque povoem de forma intensa o nosso melhor campo sensorial.

 
As lembranças vão estár lá , em algum departamento da nossa mente, a qual chamo de memotéca , a alimentar o nosso limbo, onde a inércia diante do rememorar é algo absolutamente perdoável.


Lembrar é um exercício para o futuro, o preservar daquilo que já não existe mais, mas que em essência por alguma razão ainda mexe com a nossa alma, um reclame por algo que foi levado embora , um pouco de nós, que outrora foi presente e agora é apenas lembrança....




Para sempre Forrest Riba

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

SILÊNCIO : É ANO NOVO !!!!!!





Entro em 2010 em silêncio, contemplando o inicio de um novo ciclo. Quero que meu atos falem por mim, e não meu discurso, pois confesso sou um péssimo assessor de mim mesmo.

Em silêncio poderei ouvir a voz daquele a quem muitas vezes insisto em calar, e que muito tem a me dizer.

De maneira muda , quero estar atento aos sinais que a vida tem me oferecido, como placas que guiam o caminhante que sai em busca de um pouco de si mesmo , quando algo se perde no meio do caminho.

O ano novo que agora se anuncia deve acontecer em mim, e não eu nele. E ainda sim de forma ausente, tranqüila, quase imperceptível , onde transformações surjam no espaço de uma pausa exatamente localizada entre o anseio e a realização.

Que meu senso de norte tenha sempre a frente Deus nas rédeas, e que meus passos sejam suficientemente saudáveis para cruzar as mais tênues fronteiras entre a ilusão e a realidade.

Que sejam passos silenciosos, para não despertar os outros de suas peculiares letargias, ao mesmo tempo em que possa sentir o crepitar dos sentimentos secos tal qual folhas mortas relegadas por quem um dia abandonou seus sonhos.

O silencio é meu guia neste novo ano pois por ele poderei filtrar o que me dizem e descobrir que posso muito mais, ouvindo apenas o necessário para continuar seguindo em frente.

Por silenciosas ondas ,me entrego com calma a minha meta contemplativa , onde o re criar será apenas o exercício necessário para afirmação de que viver nada mais é do que um silencioso aprendizado.





FELIZ ANO NOVO !!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Certos dias de Lua...




A pequena pérola diante da imensidão do mundo , lembra as dores necessárias que a fizeram chegar até aqui. Do humor cítrico manifestando dolência , a pequena pérola sabe que carrega dentro de si um certo lirismo , misturado com uma esperança tão viva e latente, mas que ainda sim sempre fez questão de ocultar.O mundo não é doce bem sabe , preferia enxergá-lo pela sua ótica mais escura, uma condição essencial para a sua sobrevivência.... Mas diante daquela madrugada onde a luz da lua delineava e despia toda a sua essência, não havia outro jeito se não se deixar levar pelo som do vento que mais parecia um mantra cantado ao seu ouvido e diante do brilho das estrelas daquela noite silenciosa, onde todos dormiam, duas furtivas lagrimas trasbordavam do seu ser. Era ela, pura e em verdade, sem mascaras, sem medo, sem pudor. Pena que o mundo não a via assim, o mundo preferia continuar dormir...
Para sempre Forrest Riba

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A sala escura esta lotada...


A espreita eles aguardam apenas um vacilo. Do gênero invisíveis, a ausência de amor próprio faz destes zumbis cívicos, seres insossos, inodoros. A falta de conhecimento sobre o valor intimo é o caminho a desvirtuar ações que poderiam muito bem serem produtivas e mais harmônicas. Mas dentro deles como camadas de uma cebola, um vazio menor é alimentado por outro maior. A necessidade por uma vitima se faz mais por vontade de mirar outro referencial que não sejam a si mesmos, do que por pura maldade, por isso aos zumbis do reduto sem luz, me despeço e vou.

Afinal trata-se apenas de um quarto escuro, e as vozes roucas dos fantasmas logo passarão.

Para sempre Forrest Riba

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Histórico Sexual


Um curriculum sexual pode se contar nos cincos dedos da mão , isso sem esquecer da mesma.

Para sempre Forrest Riba

UM OUTRO AMANHÃ, APESAR DE VOCÊ...


Hoje é um dia, para se guardar na memória. Não um dia inesquecível para todos, mas um dia para ser lembrado por mim.
Trata-se de uma despedida. Não ocasional ou intencional, mas um desligamento absolutamente necessário.
Certo de que sendo uma decisão unilateral, terei certeza que ao abrir os olhos, ela vai estar lá, poderosa e viril a limitar e determinar a intensidade dos meus passos e das minhas ações.
Com tanta força sob um persona, busquei as minhas próprias armas com a certeza da vitoria de um Quixote para com os seus moinhos de ventos.
A Ansiedade é um peso a descompassar meus passos, atrasando a contemplação do meu caminho, subvertendo todas as minhas emoções, comprometendo os meus ideais.
Tal qual o matemático John Nash e seus adoráveis fantasmas tenho certeza de que ela, a minha Ansiedade me acompanhará por toda uma existência. Mas por uma questão de Ausência-Presente pretendo alcançá-la no seu Calcanhar de Aquiles valorizando-a unicamente sua nulidade, potencializando o seu fim por Entropia(perda de energia por desuso). Desejo-a vela sepultada e inoperante, sendo a única certeza de que este mal necessário me serviu até o dia em que aprendi a viver sem ilusões, abraçando a vida de peito aberto na cadencia que melhor me convier. E como já dizia o ex funcionário da Federal Express Chuck Nolan, irmão do nosso amigo Forrest, “ Amanhã é um outro dia, e quem sabe o que a Maré irá me trazer.”

Para sempre Forrest Riba

sábado, 25 de outubro de 2008

OS SONHOS SE ESMAECEM, AS EMOÇOES NEM TANTO


É sempre bom rever os filmes, que nos fizeram felizes há tanto tempo. Os sonhos também se esmaecem . E fato. Ao rever FRANKIE AND JONNIE , ri como muitas vezes fui bobo em determinada partes que continuam lá mas que já não me encantam com outrora.
Se bem que algumas cenas como a do primeiro beijo, ainda me toca de forma plástica onde as rosas possuem um significado que transcendem qualquer tradução.
Poxa era o Natham Lane o amigo homossexual da Michele Pfeifer, isto por que quando vi a versão americana da Gaiola das Loucas, uma sensação de De Já Vu me ocorreu sem que soubesse exatamente por que. Legal saber que a atriz Jane Morris que interpreta a Nedda , alguém intencionalmente feia no filme foi um contraponto do diretor GARRY MARSHALL para uma atriz tão bonita e talentosa.
O filme que trata a solidão , e o medo de ser feliz, o amor e todos os seus riscos de forma bem humorada também foi responsável por apresentar em minha vida a Obra de Claude Debussy, mais particularmente a musica Claire de Lune. Na cena final que traduz a essência da peça adaptada ao cinema pelo mesmo autor Terrence McNally, impossível não conter as lágrimas, o que mostra que nem tudo se perdeu pelo tempo.
Uma boa opção para quem carrega mesmo que quase hibernando a fagulha acesa do romantismo. Pois se não somos príncipes encantados , ou ainda não achamos nossas princesas, tudo bem, afinal quem foi que disse que a vida é um conto de fadas¿!!!!
Para sempre Forrest Riba!!!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

(SE) CLONES FOSSEM ,NINGUEM ACREDITARIA




Eram tão parecidos que muitos julgavam tratar-se de irmãos gêmeos. Que nada, eram apenas clientes do mesmo cirurgião plástico. (Parafraseando Jô Soares)



Aos amigos Fabio Henrique e Ana Goretti Henrique dois raros presentes que a vida muito generosa comigo mais uma vez me oferece.
Para sempre Forrest Riba.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

RESPONDA RAPIDO




SEXO OU CHOCOLATE?

RESPOSTA – CHOCOLATE. Isto por que, não nos vemos obrigados a discutir a relação depois do prazer e ainda carregamos pelo menos um gosto decente na boca.

Para sempre Forrest Riba

O POETA


O poeta, não é o poeta, nele é que mora o Poeta. Um ser que hiberna e acorda roto de palavras que precisam ser paridas. Harmônicas, cortantes, fieis. O poeta na verdade é um outro ser, que de aparência comum, carrega um universo anti horário dentro de si. E se alimenta daquilo que o mundo esqueceu por debaixo do tapete da razão.O olhos do poeta tem a sua íris de costas para mundo, captando apenas aquilo que lhe for sensorial, digerindo apenas o que lhe for emocional.O poeta dá cores ao mundo, na voz e gestos de um ser sem contexto. Ritmando palavras lantejoulas, que soam borrão de imagens no cristalino de nossa mente.O poeta não pede passagem, esta sobre ela, pois o que fica e o seu regurgitar entre espasmos polifônicos, cadenciados no pulsar daquilo que superficialmente entendemos como “inspiração”.


Para sempre Forrest Riba

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Solidão e Lucidez


É natural questionarmos o quanto realmente nos encontramos sozinhos. Estar sozinho é um estado de espírito, e pode ser bom ou ruim desde que possamos escolher o estado de estarmos sós.

Quantas vezes, quantos anos, quanto momentos nos sentimos sós no meio da multidão...

Aquele amor que acabou, o emprego que não te deixa feliz, as relações de aparência... tudo isto por que temos o único medo de abraçar a solidão.

Mas o que se esconde por traz deste véu? A luxuria? O egoísmo? O ciúme? A ambição?

Por traz da cortina existe apenas o 'eu' , a figura a que sempre relegamos ao segundo plano.

É insano pensar que passamos toda nossa existência fugindo de nós mesmos por medo ou vergonha.

A verdade é que o nosso estado de solitude implica em perigo, um senso de alto risco chamado revolução ou se melhor assim soar, mudanças.

Para sempre Forrest Riba

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

SENTIR SAUDADES DÓI


Dói sentir saudades... É algo estranho pois e uma dor que você não quer que ela vá embora. Isto porque talvez ela seja o único registro ainda que dolorido de algo bom que ficou. Palavras, gestos, risos, olhares. Um filme que vai e vem sem obedecer necessariamente a uma seqüência lógica. A mente parece editar os melhores momentos, com direito a replay bastando apenas que fechemos os olhos. 

Não importa se o que se guarda seja mera ilusão, recontamos a história a partir da nossa perspectiva. E daí, vivenciamos tantas vezes que for necessária a nossa própria história.

A Saudade é nossa unicamente nossa. Os outros sentem falta, mas nunca saudade!

Saudade e a descrição mais próxima que uma língua já chegou deste sentimento estranho, mas absolutamente comum, mesmo ao mais complexo dos mortais.

Sentir saudade é querer rebobinar a fita das lembranças, mesmo sabendo que já não existe mais nada lá de físico e concreto.  Apenas ecos imagéticos da nossa mente daquilo que outrora semeado frutifica vez por outra, quando este tal sentimento belisca o peito até que a lagrima represada lave como um bálsamo essa dor tão abstrata que nos incomoda e nos faz estranhamente felizes. 

terça-feira, 9 de setembro de 2008

QUANDO CHOVE EM CAMPINA



Por que um dia foi sábado chuvoso (29/07/00)

 

Se Gene Kelly vivo estivesse e pudesse mais uma vez Cantar na Chuva não haveria melhor local do que Campina Grande.

Retirando todo amor que sinto por esta cidade. Retirando o fato de que Campina Grande como a maioria das cidades luta contra problemas de ausência de infra estrutura, problemas que ficam mais evidentes em dias como hoje. Fora isso uma indescritível mágica parece tomar conta da cidade, quando as  águas do céu insistem em cair . Uma espécie de aconchego coletivo toma conta da população. Nos abrigos das esquinas e das praças, as pessoas vão esquecendo do tempo , esperando a chuva passar e nesse meio período vão falando sobre si mesmas sem pudor algum, conhecendo mais sobre outras pessoas.

A solidariedade fica evidente por metro quadrado , na divisão dos espaços, dos guarda-chuvas e até nos cafezinhos. O sabor das águas secular de quase 400 mil habitantes é de pura humanização.

De que importa se nem toda a cidade possa ver o que observo agora. De que importa se a minha primeira matéria neste sábado preguiçoso seja sobre a queda no consumo de cerveja em pleno inverno da Serra da Borborema. E que só obrando milagre para encontrar alguém sóbrio que esteja num bar da cidade para dar um depoimento sobre esse assunto “importantíssimo”, debaixo desse toró.

Matéria – Texto- Imagens-Falas-Passagem.

Acho que pouca gente verá no jornal das sete. A chuva insiste em cair e a magia toma conta da cidade.

Gene, Campina é só poesia em dias assim.

 

Para sempre Forrest Riba

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

CONTEMPLANDO O PONTO AZUL


Da minha cela circular e dourada, contemplo o ponto azul que pletora numa só alegria a sede há muito contida de ser livre e feliz.
O pontinho azul, não zomba dos exilados, sabe muito bem que o auto exílio requer renúncia, mesmo que nem sempre a todo instante.
O ponto azul sorri, de peitos literalmente abertos para o mundo, se mostra gente, se mostra feliz, se mostra humana. O ponto azul não se nota, mas é o puro retrato da naturalidade , algo que só agrega observadores como eu, que mesmo não querendo ultrapassar a fronteira , fico feliz pela sua felicidade, tão espontânea , mas tão duramente conquistada. Hoje como imagem rarefeita num passado a se esmaecer com o tempo, só me resta o sorriso feliz do ponto azul, a traduzir que todos podem como um dia, o ponto ousou, e conseguiu simplesmente mudar de cor .


Para sempre Forrest Riba

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A DIMENSÃO DE CADA SONHO NUTRIDO

Só por hoje relacionarei as promessas que falam sobre mim mesmo e que por alguma razão as joguei na gaveta, como se o eu que sempre fui, de repente soasse uma ameaça a este carbono de segunda categoria, hoje a representar um borrão daquele que um dia decidi ser.

O garoto que sempre gostou de ouvir musica de preto, continua mais black do que nunca, o samba rock do velho Bebeto é o botão de start para que o corpanzil aqui esqueça das suas limitações calcificadas pelo tempo e peça o suingue do Benjor , a alma do Zoli , a batida do Skowa, o “bolachão” do TIM com direito ao ruído da agulha no vinil evocando suas parcerias com o Cassiano.
Quero ser fiel a promessa de fazer a minha primeira tatuagem, uma rebeldia infantilóide que ainda me cobro com juros e correções visionárias
Tudo isso para que eu saiba que estou mais vivo do que nunca, e que vivos estão os meus sonhos estes sim que não envelhecem nunca, e que independente de mim, renascerão em outros corações.

Para sempre Forrest Riba.